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Síndrome do impostor: o que é e como superar?

Você já deixou de se inscrever para uma vaga de emprego ou estágio por achar que não estava qualificado e preparado o suficiente? Sentiu medo de se candidatar ou mesmo solicitar uma promoção ao seu gestor? Se você se identificou, pode estar sofrendo da chamada “síndrome do impostor”.



Apesar do nome, não se trata de uma síndrome, pois não é, de fato, reconhecida como uma doença — foi apenas popularizada dessa forma. Basicamente, é uma sensação de insegurança e incapacidade, de sempre achar que os outros são mais qualificados e que, por mais que você se esforce, não é o suficiente. Uma tendência à autossabotagem.


Essa sensação é bem comum entre diversos profissionais, inclusive o internacionalista. Por se tratar de uma carreira generalista, abrangente e muito recente quando comparada a outras carreiras já consolidadas, o internacionalista tende, muitas vezes, a se frustrar ao olhar para um mercado de trabalho complexo. Afinal, não basta pesquisar pelo termo “internacionalista” em sites de vagas, pois dificilmente alguma opção será encontrada.


Consequentemente, muitos jovens abandonam o curso ou desistem de seguir carreira, mesmo depois de formados. Eu vejo que o principal fator para esse abandono ou desistência é a desinformação. Não somos orientados às características e especificidades da nossa profissão, assim há uma forte ruptura e quebra de expectativa entre a ilusão e encontro do curso, e a realidade do mercado de trabalho.


Como superar a síndrome do impostor nas Relações Internacionais?


O primeiro passo é entender e aceitar que Relações Internacionais é um curso diferente. Nosso perfil generalista nos permite ter um olhar analítico, capaz de identificar macro cenários, analisar com mais clareza e fazer diferentes associações entre os temas. O que isso significa na prática? Significa que somos capazes de solucionar problemas e identificar oportunidades com mais facilidade, porque experimentamos uma multiplicidade de disciplinas e desafios ao longo da graduação.


Com isso, o que antes era uma frustração, torna-se uma vantagem e abre caminhos para entender, dentro das Relações Internacionais, qual área do conhecimento mais chama a sua atuação. A partir daí, será possível mapear quais habilidades você precisa aperfeiçoar ou desenvolver, mapear quais empresas atuam nessa área em específico, quais profissionais já atuam nesse eixo e podem integrar o seu networking, vindo a ser referência para a construção da sua carreira e trajetória profissional.


É entender que em Relações Internacionais nós abrimos caminhos e criamos oportunidades. Nossa variedade de disciplinas nos prepara e desenvolve essa capacidade de se adaptar a novos cenários, assumir desafios e lidar com incertezas.


A carreira de Relações Internacionais é muito ampla e cabe a nós, enquanto internacionalistas, explorar o potencial que o nosso curso oferece e mostrar às empresas e recrutadores as nossas qualificações. Não é porque na vaga ou cargo não está escrito explicitamente “Relações Internacionais”, que você não está apto e qualificado para desenvolver um excelente trabalho.


Há vagas que sequer foram formalizadas, porque a empresa não identificou essa necessidade, esse “gap”. Mostre que você identificou essa lacuna e como pode usar as suas habilidades e competências para gerar soluções de impacto e resultados para aquela empresa.


E se der medo, vai com medo mesmo. Erros e acertos fazem parte de qualquer jornada. É importante se permitir errar e ter sempre em mente que profissionais hoje bem sucedidos também trilharam uma trajetória de tentativas e erros. Você está apenas começando a sua e o mundo precisa ver e saber o que você tem a oferecer.


Principais sinais da síndrome do impostor

  1. Sentimento de não pertencimento, não merecimento e inadequação;

  2. Procrastinação derivada de insegurança ou outros sentimentos relacionados;

  3. Ações de autossabotagem que minam chances de sucesso nas atividades;

  4. Autodepreciação em discursos ou pensamentos;

  5. Não acreditar em elogios;

  6. Comparação frequente com os outros;

  7. Autocrítica excessiva.

 
 
 

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